Ano novo, vida nova
- 6 de fev.
- 2 min de leitura
Uma das coisas de que tenho orgulho na criação do meu filho é que nunca o escondemos. Gabriel sempre esteve conosco em todos os lugares. Ele adorava ir ao “buteco” comer comida de “buteco”, como pastel e coxinha. Não estou dizendo que o levava para a “balada”, mas, se havia um evento em que ele pudesse participar, ele sempre estava com a gente.
E agora não poderia ser diferente. Fomos ao Brasil no fim do ano para passar as festas com a família. Na noite de Ano Novo, fomos a uma festa com toda a família, o que foi bem divertido. Para nós, a festa foi ótima: deliciosa, com
pessoas queridas, música e comidas boas. Mas o que quero contar aqui não é sobre a festa em si, e sim sobre o impacto da presença do Gabriel nas outras pessoas que estavam lá.
Vou contar três momentos que chamaram a atenção:
Estávamos na pista dançando, nos divertindo muito, quando uma moça se aproximou de mim. Pensei que ela estava pedindo licença para passar, mas, na verdade, ela queria falar comigo. Ela me deu parabéns e disse que estava muito feliz por ver o Gabriel se divertir tanto. Comentou que tem uma irmã fisioterapeuta e conhece muitos casos, e ver uma criança tão integrada à vida cotidiana da família a deixou muito feliz. Ela me agradeceu e foi embora.
Um senhor estava com a esposa na pista e pedimos licença para passar por ele. Ele deu licença, mas ficou nos observando por algum tempo. Alguns minutos depois, ele se aproximou de mim e perguntou se podia falar com o Gabriel. Eu disse que sim. Ele foi até o Gabriel, falou algo, deu um beijo na cabeça dele e foi embora. Gabriel me olhou com uma expressão de “o que acabou de acontecer?” e deu risada.
Um homem que estava durante a festa em uma rodinha ao nosso lado passou pelo Gabriel, parou, deu um abraço nele e foi embora.
Exceto pela primeira moça, que tem algum conhecimento sobre paralisia cerebral, as outras duas pessoas não fazem ideia da condição do Gabriel. Isso me leva a crer que o comportamento delas foi emocional. Essas pessoas ficaram tocadas ao ver uma pessoa, com um andador, no meio de uma festa, se divertindo de verdade.
Eu sei que a felicidade e alegria do Gabriel são contagiantes (esse é tema para outro post), mas acredito que é mais do que isso. Acredito que meu filho é um milagre, por tudo que ele passou, e que está aqui para nos ensinar muitas coisas. Quando alguém olha para ele, percebe que a vida vale a pena e que não temos desculpa para não a viver intensamente.
Então, não se esconda e viva!
Feliz Ano Novo!!







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